Templates ou não Templates? Eis a Questão.

Sou Gerente de Desenvolvimento e Implantação da Qualidata e recentemente assumi a gerência de um projeto específico, e como estamos passando por uma reestruturação nos processos da empresa, sobretudo os de desenvolvimento, achei que seria uma boa oportunidade de colocar algumas coisas em pratica, além de testar outras.
Uma delas foi a criação de alguns artefatos modelos, os famosos templates. Foi quando, num primeiro momento, pensei em cria-los já em um formato para serem utilizados em todos os projetos da empresa. Diante disso fui estudar um pouco e consequentemente analisar alguns modelos aplicados em alguns projetos recentes da empresa. Alguns detalhes de determinados documentos me pareceram, num primeiro momento, um tanto desnecessários e com isso fui conversar com o Marcelo Arrevabeni, atual gerente de um dos nossos projetos. Conversa essa que rendeu algumas discussões realmente muito interessantes. Principalmente de algumas vantagens, desvantagens e a real necessidade de se criar esses templates.
Em geral um template é criado para definir um padrão que “garanta” que a empresa terá uma série de informações que precisa, além de gerar a (falsa) impressão que esta manterá o controle sobre o projeto. Porém muitas vezes notamos que estas garantias são um tanto quanto falsas. Além de, devido a grande diferença entre determinados projetos, algo bom pra um nem sempre é bom para o outro, tornando, com isso, os templates inválidos e/ou fazendo com que se preencha uma série de informações automaticamente, sem que, necessariamente, sejam boas ao projeto.
Além do mais, cria-se uma burocracia e um excesso de preocupação ao tentar fazer qualquer tipo de alteração nesses templates, que muitas vezes acabam desmotivando e fazendo com que essas alterações sejam perdidas, e que artefatos e informações que pudessem ser úteis a um projeto não sejam utilizadas.
Baseado nisso começamos a conversar sobre quais seriam nossas alternativas. O que poderíamos fazer pra ser bom para o projeto e bom para a empresa evitando criar templates únicos.
Uma possibilidade que surgiu foi definirmos quais perguntas devem ser respondidas na camada projeto-empresa e deixar a critério de cada projeto definir como respondê-las. Afinal, o mais importante é o projeto ter sucesso e gerar uma série de informações que manterão a empresa situada de como está o andamento deste. A comunicação interna é especifica de cada projeto e cabe ao gerente, em conjunto com a empresa, definir qual a melhor forma de fazer isto.
Ainda estamos estudando e analisando quais são exatamente essas perguntas e qual a melhor forma de respondê-las. Estamos abertos a sugestões e os manteremos informados dos avanços e novidades.

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20 de agosto de 2010 as 10:08
[...] This post was mentioned on Twitter by Leonardo M Franco, Thiago Ortiz and Uilton Campos, Qualidata. Qualidata said: Templates ou não Templates? Eis a Questão. -> http://blog.qualidata.com.br/?p=518 [...]
24 de agosto de 2010 as 12:50
É Thiago dependendo do tamanho do projeto, as vezes parece desnecessário e realmente é chato manter uma boa documentação de projeto, mas é extremamente importante para continuidade e manutenção do mesmo. Sem um mínimo de documentação fica muito difícil, mas tenho que concordar que enrijecer e impor um template único para os projetos não é uma boa solução.
27 de agosto de 2010 as 11:05
This post was commented on Google Reader by Breno Brito:
Boa! Quero q o cliente da minha empresa entendesse isto. Lá existe um tal template q… puts! Metade dos campos a gente marca “N/A” e é sempre assim pra gente. Só pq tem um outro fornecedor que fornece capim pra eles, a gente tem q informar a marca do nosso capim, capim cujo a gente não fornece.
8 de dezembro de 2010 as 15:09
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8 de dezembro de 2010 as 19:37
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10 de dezembro de 2010 as 10:54
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