Já disse em um outro artigo o quanto sou apaixonado por música e som em geral. Uma das minhas paixões na vida são as aparelhagens de som.
Em especial, de coisas ‘das antigas’ sou fã dos equalizadores gráficos, que você pode até nunca ter tido, mas pode ter visto ou pelo menos ouvido falar.
Equalizadores gráficos do tipo doméstico são equipamentos que, originalmente, pretendiam tornar o ambiente acústico da sua casa (ou da sala em que você iria escutar as músicas) igual ao ambiente acústico do estúdio em que a gravação foi feita. Mais ou menos assim: como o material utilizado no piso, parede e teto de nossas casas são diferentes do material do estúdio, poderíamos, via todo um estudo acústico, reforçar ou atenuar certas frequências que originalmente seriam prejudicados ou exacerbados pelo nosso ambiente. Teríamos assim um som mais próximo daquele que deveria ser escutado de verdade, do que foi originalmente previsto pela banda que você tanto gosta.
Todavia, na prática o uso deste equipamento raramente seguia o próposito original: na quase totalidade dos casos os proprietários do equipamento usavam-no apenas para reforçar seu gosto: Se gostavam de mais ou menos graves ou agudos, reforçavam a faixa de frequência com a aparelhagem.
E veja bem, nem vou questionar se é correto ou não usar o equipamento para isto, privilegiar seu gosto, pois penso que quando você tem uma coisa (um aparelho, por exemplo), faz o que quiser fazer com ela.
O problema só começava quando, ao privilegiar demais o seu próprio gosto, a pessoa acabava por distorcer o som para as outras pessoas. Mais cedo ou mais tarde, neste caso, você seria forçado a interromper seu momento de relaxamento para escutar as reclamações da sua mãe, esposa, ou amigos que não aguentavam mais.
Um reforço demasiado nos graves, por exemplo, poderia fazer toda a sua casa tremer, e como certas frequências graves ultrapassam paredes, você poderia atingir até os seus vizinhos. Reforço nos agudos tornaria a música muito estridente, podendo cansar os ouvidos mais rapidamente. E por aí vai.
Trazendo para o nosso mundo, uma das coisas que eu noto em gerentes e líderes de equipe é que às vezes, infelizmente, são as pessoas que tentam impor seu próprio gosto, seus próprios hábitos àqueles que convivem com ele diariamente: a equipe que ele gerencia.
Gerentes, líderes de equipe, não podem ser pessoas que apenas impõem tarefas aos seus subordinados: uma hora seus subordinados cansarão de escutar sempre a mesma “música” (as mesmas ordens), do mesmo jeito, de ver as coisas sempre funcionando da mesma forma. E quando isto acontecer você pode perder um membro da sua equipe ou, pelo menos, ver a produtividade cair.
Líderes devem ser aqueles que sabem perceber que as pessoas, assim como gostos e também como músicas, são diferentes entre si e que, na verdade, sabem que precisamos descobrir as características boas e ruins das pessoas para realça-las ou tratá-las.
É preciso dar uma sacudida naquele modo de gestão ‘Eu mando e você obedece’. Hoje, quem gosta de só mandar pode acabar sem time para exercer este mando. O mundo do trabalho pede esta flexibilização e, por mais, que sua metodologia de gestão de discurso (não do diálogo) ou ordem (não do acordo) tenha dado certo no passado, você pode encontrar componentes de equipe que não aceitam esta submissão.
Precisamos saber que se houver um impasse nas decisões da equipe aí sim devemos exercer um papel de levar o time para este ou aquele lado, porque nosso conhecimento de mercado ou do negócio nos leva para ele. Não deixando o produto perder o foco.
Mas isto não é necessário o tempo todo.
Devemos apenas corrigir as coisas e atitudes que não soam bem na equipe e reforçar o que vem para o nosso bem e sucesso.
Já disse em um outro artigo o quanto sou apaixonado por música e som em geral. Uma das minhas paixões na vida são as aparelhagens de som.
Em especial, de coisas ‘das antigas’ sou fã dos equalizadores gráficos, que você pode até nunca ter tido, mas pode ter visto ou pelo menos ouviu falar.

Equalizadores gráficos do tipo doméstico são equipamentos que, originalmente, pretendiam tornar o ambiente acústico da sua casa (ou da sala em que você iria escutar as músicas) igual ao ambiente acústico do estúdio em que a gravação foi feita. Mais ou menos assim: como o material utilizado no piso, parede e teto de nossas casas são diferentes do material do estúdio, poderíamos, via todo um estudo acústico, reforçar ou atenuar certas frequências que originalmente seriam prejudicados ou exacerbados pelo nosso ambiente. Teríamos assim um som mais próximo daquele que deveria ser escutado de verdade, do que foi originalmente previsto pela banda que você tanto gosta.
Todavia, na prática o uso deste equipamento raramente seguia o próposito original: na quase totalidade dos casos os proprietários do equipamento usavam-no apenas para reforçar seu gosto: Se gostavam de mais ou menos graves ou agudos, reforçavam a faixa de frequência com a aparelhagem.
E veja bem, nem vou questionar se é correto ou não usar o equipamento para isto, privilegiar seu gosto, pois penso que quando você tem uma coisa (um aparelho, por exemplo), faz o que quiser fazer com ela.
O problema só começava quando, ao privilegiar demais o seu próprio gosto, a pessoa acabava por distorcer o som para as outras pessoas. Mais cedo ou mais tarde, neste caso, você seria forçado a interromper seu momento de relaxamento para escutar as reclamações da sua mãe, esposa, ou amigos que não aguentavam mais.
Um reforço demasiado nos graves, por exemplo, poderia fazer toda a sua casa tremer, e como certas frequências graves ultrapassam paredes, você poderia atingir até os seus vizinhos. Reforço nos agudos tornaria a música muito estridente, podendo cansar os ouvidos mais rapidamente. E por aí vai.
Trazendo para o nosso mundo, uma das coisas que eu noto em gerentes e líderes de equipe é que às vezes, infelizmente, são as pessoas que tentam impor seu próprio gosto, seus próprios hábitos àqueles que convivem com ele diariamente: a equipe que ele gerencia.
Gerentes, líderes de equipe, não podem ser pessoas que apenas impõem tarefas aos seus subordinados: uma hora seus subordinados cansarão de escutar sempre a mesma “música” (as mesmas ordens), do mesmo jeito, de ver as coisas sempre funcionando da mesma forma. E quando isto acontecer você pode perder um membro da sua equipe ou, pelo menos, ver a produtividade cair.
Líderes devem ser aqueles que sabem perceber que as pessoas, assim como gostos e também como músicas, são diferentes entre si e que, na verdade, sabem que precisamos descobrir as características boas e ruins das pessoas para realça-las ou tratá-las.
É preciso dar uma sacudida naquele modo de gestão ‘Eu mando e você obedece’. Hoje, quem gosta de só mandar pode acabar sem time para exercer este mando. O mundo do trabalho pede esta flexibilização e, por mais, que sua metodologia de gestão de discurso (não do diálogo) ou ordem (não do acordo) tenha dado certo no passado, você pode encontrar componentes de equipe que não aceitam esta submissão.
Precisamos saber que se houver um impasse nas decisões da equipe aí sim devemos exercer um papel de levar o time para este ou aquele lado, porque nosso conhecimento de mercado ou do negócio nos leva para ele. Não deixando o produto perder o foco.
Mas isto não é necessário o tempo todo.
Devemos apenas corrigir as coisas e atitudes que não soam bem na equipe e reforçar o que vem para o nosso bem e sucesso.